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10/07/2018 - Ação alerta para câncer de cabeça e pescoço

 

"Do nada eu fiquei rouca, não conseguia falar, e estava muito dolorido. Achei estranho, então procurei um médico. Quando fiz os exames, acusou", conta Noemia Maria do Nascimento, uma das tantas pacientes diagnosticadas por ano no Brasil com tumor maligno nas regiões da cabeça e pescoço. Estima-se que, apenas em 2018, a doença deva atingir mais de 40 mil pessoas no País. Por isso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta, por meio de ações da campanha Julho Verde, para a importância e a necessidade de um diagnóstico precoce para a eficácia do tratamento.

Câncer de cabeça e pescoço é o termo genérico usado para identificar e classificar tumores malignos que se desenvolvem em áreas como boca, orofaringe, faringe, laringe e esôfago. Além do agente genético, o consumo de cigarro e álcool e o vírus HPV são os principais fatores que podem ocasionar a doença. O uso combinado de fumo e bebida alcoólica pode aumentar em até 20 vezes as chances de desenvolver um tumor.

De acordo com o coordenador do Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital do Câncer de Pernambuco, Leonardo Arcoverde, na maioria dos casos os tumores são derivados de fatores externos relacionados aos hábitos dos pacientes e, portanto, podem ser prevenidos. Cabe ao paciente evitar hábitos prejudiciais à saúde e estar alerta à sua rotina, bem como a sinais e sintomas incomuns, que podem indicar a presença do câncer.

Atualmente, a SBCCP tem alertado para o aumento do número de casos de tumores ligados ao HPV. Os pacientes que não eram fumantes ou não faziam uso de bebidas alcoólicas, eram ligados à causa genética, por não encontrar um fator externo para a doença. Contudo, com os marcadores biológicos, foi possível identificar como agente causador o papiloma vírus (HPV), cuja transmissão é associada à relação sexual desprotegida. Exames preventivos, portanto, devem ser feitos por homens e mulheres.

Com uma patologia diferente, Inácio Silva descobriu um mela-noma - câncer de pele - após perceber que a pequena erupção no rosto sempre voltava após um tratamento não indicado para o caso. O melanoma também se classifica no foco da campanha e recebe a mesma atenção dada aos outros casos.

O cirurgião do HCP Marlos Lorêncio faz um alerta sobre a automedicação, muito comum em casos de melanoma. "Muitos têm o costume de se automedicar. Por indicação de parentes ou amigos, acabam usando um remédio que alivia os sintomas, mas que depois acabam voltando, atrasando o diagnóstico, essencial para um tratamento eficaz." O ideal, reforça, é sempre procurar um médico em qualquer sinal de anormalidade.

A ação do Julho Verde, promovida pelo grupo Oncologia D'Or, faz alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, celebrado no dia 27 deste mês.
 
Fonte: Folha PE

Veja abaixo os vídeos da campanha: 

#OncologiaDOr